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Unijuí FM

UNIJUÍ realiza formação para pesquisadores e extensionistas

Aconteceu nesta terça-feira (28), no Salão de Atos Argemiro Jacob Brum – Campus Ijuí, a abertura do Ciclo de Formação para a Pesquisa e Extensão 2017 e Certificação dos trabalhos-destaque do Salão do Conhecimento 2016.

Participaram da formação professores orientadores, membros do Comitê Científico e dos Núcleos de Pesquisa, membros do Comitê e dos Núcleos de Extensão e Cultura, membros do Núcleo Docente Estruturante, bolsistas, autores dos trabalhos-destaque, estudantes e técnicos-administrativos.

Na oportunidade, o doutor Sidinei Pithan da Silva, professor do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação nas Ciências da UNIJUÍ realizou uma palestra com o tema: "Interdisciplinaridade na Pesquisa e na Extensão”.

Ao final do evento ocorreu o ato de certificação dos trabalhos-destaque do Salão do Conhecimento 2016 no Hall do Salão Azul da Biblioteca Mário Osório Marques.


Rizoma Unijuí: A Internet das coisas chega para revolucionar a forma como vivemos


Bem-vindos a quarta onda

Internet das coisas chega para revolucionar a forma como vivemos e foi tema do Rizoma dessa semana

Se você acredita que já estamos numa era de ápice de tecnologia e comunicação prepare-se para um novo salto. Não é uma nova rede social, nem um novo aplicativo, mas vai literalmente transformar todas as coisas. Aliás, essa é a palavra, coisas. Associe coisas e internet e você terá um mundo novo, nunca visto antes. E isso não é uma promessa, já é realidade.

O assunto que pode ser pensado para o futuro, é tema do presente, e foi abordado no Rizoma por profissionais que já atuam na área e que estudam o que já está acontecendo sobre “Internet das Coisas”.

A ideia de trazer esse tema para o Rizoma vem justamente com o primeiro convidado do programa, o professor Edson Luiz Padoin que, na semana anterior, conversou brevemente sobre o assunto durante uma entrevista à Unijuí FM. Já falando no Rizoma, o professor conceituou o tema. “A ideia de internet das coisas, ou (IoT), é um ambiente. É um meio onde objetos que possuem um identificador único usam a estrutura de rede para se comunicar. É o que muitos autores chamam de a ‘Quarta Onda’. É um mundo onde não apenas as pessoas vão utilizar a internet e sim as coisas, os objetos”, explicou ele.

Já atuando numa área diretamente ligada a Internet das Coisas, o sócio-proprietário da Brain house, empresa de automação de Ijuí, Igor Butignol, falou da sua percepção sobre o assunto e de um sistema já utilizado nos Estados Unidos e que deve chegar em breve ao Brasil. “A Nest é uma automação que vai chegar ao Brasil ainda, mas já é muito utilizada nos EUA. A Nest é um termostato que trabalha juntamente com uma ‘inteligência artificial’. Ela capta o teu cotidiano, colhendo informações da hora que você acorda, que vai dormir, a temperatura que você utiliza, e vai se adaptando a essa tua rotina e vai automaticamente reproduzir esse padrão nos próximos dias”, explica Igor, que salienta ainda a expectativa de um crescimento significativo no ramo de automação residencial nos próximos anos, justamente pelo acesso facilitado à tecnologia. (*A Nest foi fabricante do termostato Nest Learning Thermostat e o detector inteligente de fumaça Nest Protect, fundada e comandada pelo antigo líder do iPod. Ela foi recentemente adquirida pela Google).

Egresso do curso de Ciência da Computação e com atuação em grandes empresas de tecnologia, Felipe Rhode, foi o terceiro convidado do Rizoma. O impacto da Internet das Coisas no cotidiano social foi uma das análises que ele fez, contando um caso da cidade de Quebec. “Muitas cidades já estão convergindo para ter uma comunicação maior sobre a internet das coisas. Um caso bem legal é o de Quebec, no Canadá, que impacta no bem-estar das pessoas. O sistema de semáforos de lá utiliza informações capturadas por smartphones, do google, e dos próprios veículos, analisando padrões, criando estatísticas, para manter o fluxo de veículos e evitar congestionamentos”, exemplificou Felipe.

O Rizoma da Unijuí FM trabalha semanalmente temas sobre diversos assuntos com convidados e informações. O programa vai ao ar de segunda a sexta, das 9h às 12h. Nas redes sociais da Unijuí FM você pode acompanhar também trechos das entrevistas em vídeo. 

Confira já as entrevistas da semana na íntegra:


UNIJUÍ inicia curso de Libras para funcionários

     A UNIJUÍ iniciou na última semana a capacitação em Libras voltado à técnicos-administrativos e de apoio. Neste primeiro módulo básico, o professor Paulo Augusto Matter irá trabalhar com a turma o alfabeto, números, saudações, tempos, preposições, advérbios, pronomes, verbos, cores, família, sentimentos, entre outros assuntos. Como o curso é ministrado com o objetivo de capacitar os funcionários para a comunicação com alunos surdos, o contexto da Universidade também será trabalhado, como por exemplo os sinais que identificam nomes dos cursos e locais da instituição. 

     A primeira aula contou com a participação da tradutora em Libras Carin Rosário, que abordou aspectos teóricos da Língua Brasileira de Sinais, trazendo a história, conceitos e os principais mitos sobre o tema. O módulo intermediário terá início em 30 de maio e o módulo de conversação está marcado para o dia 8 de agosto. 

     


O Encontro Casual deste final de semana recebe a professora Daiane Moura de Aguiar para falar sobre Direitos Humanos

O bate-papo do Encontro Casual deste final de semana passa por terras europeias, transita pelos Estados Unidos e vem a América do Sul e, claro, também ao Brasil, mais especificamente ao pampa gaúcho. A professora doutora Daiane Moura de Aguiar, tratando do tema Direitos Humanos, que foi a área da sua tese desenvolvida na França, é a convidada do programa. Além de conhecer um pouco da história desta gaúcha, o Encontro Casual traz ao ouvinte inúmeras questões, desde a migração ao continente europeu, a ameaça da perda de direitos conquistados com governos ultraconservadores e a banalização da violência. Quer saber mais? Ouça a UnijuíFM. Neste sábado às 10h da manhã, com reprise no domingo às 23h.


O programa Roda Gigante deste sábado veicula a história “A Prenda e a Fera”

O Roda Gigante deste sábado veicula a história “A Prenda e a Fera”, de R.S. Keller & Pauline Pereira, baseada no conto da Bela e a Fera. A história faz parte da série Reino Grande do Sul, que traz livros infanto-juvenis com releituras de clássicos literários adaptados para a cultura tradicionalista gaúcha. O Roda Gigante, com apresentação da professora do DHE, Lídia Allebrandt, vai ao ar a partir das 11h30 de sábado pela sintonia da 106.9, podendo ser ouvido também pela internet em www.radio.unijui.edu.br. Semana que vem tem mais conto com prendas e peões de províncias inspiradas no nosso Rio Grande do Sul, tchê!


Dia Mundial da Água: Unijuí FM conversa com a bióloga Francesca Werner Ferreira sobre a importância da preservação e manutenção dos recursos hídricos

Essencial para a vida; presente em cada célula do nosso corpo humano e extremamente importante para o cultivo e manuseio de alimentos, a Água é o assunto desta quarta-feira, 22 de março, data em que se comemora o Dia Mundial da Água. E para falar sobre o assunto, a Unijuí FM conversou com a professora do curso de Ciências Biológicas da Unijuí, Francesca Werner Ferreira. A docente é bióloga com mestrado e doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Além disso, Francesca integra um grupo de pesquisas na Universidade dentro do campo da Biodiversidade e Ambiente, onde estuda o Diagnóstico e Biomonitoramento Ambiental na Região Noroeste do Estado. Confira, abaixo, a entrevista completa:

 

O que podemos destacar sobre essa data a fim de explicarmos a importância do Dia 22 de Março?
Nós tivemos, a partir da Rio 92, a Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ocorreu na cidade do Rio de Janeiro em 1992, uma recomendação para se tratar de forma especial a questão da água. Essa recomendação foi feita pela própria ONU (Organização das Nações Unidas) e, em 1993, a Assembleia Geral da ONU instituiu o dia 22 de Março como Dia Mundial da Água. Desde então, a ONU propõe temáticas que devem focar na importância da água doce e defender a gestão sustentável dos recursos da água doce. Então, a cada ano, eles ressaltam um aspecto específico que deve ser discutido e efetivamente focado, chamando bastante a atenção para esses temas. Desde 1994, que foi o primeiro Dia Mundial da Água, várias temáticas abordaram questões como a Sustentabilidade; as mulheres e a questão da água, em muitos países nós temos a responsabilidade do abastecimento doméstico nas mulheres, especialmente naqueles países com escassez de água, onde elas viajam quilômetros para buscá-la; a questão das águas subterrâneas; água para o desenvolvimento; água para a vida; e relacionando a questão da cultura também. Esse ano temos uma temática relacionada ao Saneamento Básico, são as Águas Residuais. É uma temática que retorna. Em 2001, a temática principal foi a questão da Água e Saúde; em 2008, especificamente, o Saneamento; 2010 foi a Água Limpa para o Mundo Sadio; 2011 foi Água para as cidades, respondendo aos desafios urbanos. E agora retorna, de novo, a temática do Saneamento Básico.

O Saneamento Básico seria, atualmente, o principal problema enfrentado pelo Brasil nessa questão?
Existe um desperdício bastante grande de água em nível mundial por alguns setores. Obviamente, a questão do Saneamento nas cidades chama bastante a atenção. Dentre os objetivos de desenvolvimento do milênio, a água potável era uma meta para que até 2015 o acesso fosse maior do que 50%, considerando os níveis de 2001. E que o Saneamento também acompanhasse a oferta da água potável. Entretanto, a meta da oferta de água foi alcançada, mas a meta do Saneamento não. Inclusive ela foi adiada para 2018, 2020 e, agora, está com uma meta para alcançar aquilo que seria necessário em 2001 para 2025. Então temos, efetivamente, muito trabalho pela frente. Por exemplo, a maior parte dos municípios brasileiros não tem Saneamento Básico relacionando a questão dos tratamentos de efluentes do esgoto doméstico.

Que ações o Governo e outras entidades têm adotado para chegar a esse objetivo em 2025?
Nós temos no Brasil, desde 2007, o Plano Nacional de Saneamento Básico. Aqui em Ijuí, por exemplo, temos o Plano Municipal de Saneamento Básico, que atende algumas questões como a oferta de água potável de boa qualidade. Aqui no município a gente já tem isso. Mas não atende aos outros eixos do Saneamento Básico que falam sobre a questão da drenagem urbana. Nós temos, em Ijuí, problemas de drenagem. Com essa quantidade de chuvas, pois temos tido um verão bastante chuvoso, temos vários pontos importantes aqui na cidade que sofrem alagamentos. A outra questão é o próprio Saneamento Básico relacionado ao esgoto doméstico. Estamos em implantação aqui há alguns anos. Uma obra que começou bem atrasada, a partir de um contrato realizado com a Corsan, e que tem uma série de problemas de ordem prática mesmo. Da execução. Por conta das questões políticas, financeiras, etc. E sobre a questão dos resíduos sólidos, que faz parte do Saneamento Básico e que nós ainda não temos uma solução, grande parte dos municípios da região não tem um trabalho efetivo na questão da redução da quantidade de resíduos, como também do tratamento desses resíduos que forem dispostos em aterros e assemelhados. A maior parte dos municípios também não tem tratamento de esgoto. Ainda temos uma grande parte da população, doméstica ou não, que faz a ligação do seu esgoto cloacal com a drenagem pluvial das ruas, o que acaba causando problemas muito graves aos nossos recursos hídricos da cidade. Os arroios que cortam o município são canais de esgoto.

Na sua opinião, dia 22 de março é uma data importante para destacar este tema anual mas, também, para tocar no tema da Educação Ambiental?
Sim. Nós temos a responsabilização de duas partes: o Poder Público, que tem a responsabilidade da fiscalização e implantação de programas; e a população tem a responsabilidade, por exemplo, de fazer a ligação correta quando passar o serviço de esgotamento em frente a sua casa ou prédio. É dever do munícipe fazer essa ligação, da mesma forma como é dever do munícipe fazer a separação dos resíduos para que haja uma coleta seletiva eficiente.

A professora representa a Unijuí no Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí. Explique a importância dessa entidade e quais foram as últimas ações propostas ou que estão sendo desenvolvidas aqui na região?
Nós tivemos, ontem mesmo, uma reunião do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí onde discutimos algumas questões de ordem prática como, por exemplo, o Plano da Bacia Hidrográfica do Rio Ijuí. Nós executamos, no período entre 2011 e 2012, a fase A e fase B do plano de Bacia, que consta a questão do diagnóstico, que obviamente já está ultrapassado. Nós temos muitas ações que foram feitas depois de 2001. Mas muitas coisas que foram dadas e retiradas de forma secundária, não direta, nos municípios. Então isso vai ter que ser refeito. Além disso, tivemos o enquadramento das águas da bacia. A maior parte do nosso rio Ijuí tem uma água de razoável qualidade, considerada classe 2. Mas temos alguns pontos de estrangulamento em relação à qualidade. Esses pontos são associados aos três maiores municípios, que são onde os rios e arroios passam muito próximos da cidade, recebendo toda a carga de esgoto. Aqui em Ijuí, um dos pontos de estrangulamento em termos de qualidade de água é o Rio Potiribú, nesse trecho em que ele passa do lado da cidade e acaba recebendo os efluentes dos arroios que cortam o município. E recebem, então, praticamente todo o esgoto. Como eu falei antes, uma boa parte da cidade ainda faz uma ligação do esgoto cloacal das casas e prédios com o pluvial, e acaba drenando para esses recursos hídricos, caindo no Rio Potiribú, que é um afluente importante do Rio Ijuí. Os outros pontos são nas cidades de Panambi, o Rio Fiúza, e o Rio Itaquarinchin, em Santo Ângelo. Esses foram considerados prioritários nas ações que acontecem desde 2011. No meu ponto de vista ainda de forma devagar, considerando a urgência, mas efetivamente, os municípios estão fazendo algumas ações em relação a isso. É preciso dizer que, às vezes, as pessoas não dão muita importância. Ou quando a gente passa no Centro de Ijuí e vemos ruas fechadas e buracos. As pessoas ficam muito chateadas e irritadas, porque a Corsan está abrindo mais um buraco. Mas temos que levar em consideração que é um período de tempo não tão grande assim e, infelizmente, é uma obra que não aparece. Ela fica embaixo do asfalto, enterrada, mas certamente traz benefícios muito grandes em relação à Saúde e questão ambiental do município.

De que forma levar esse Dia Mundial da Água para que a população o enxergue como uma ação constante e não apenas tratável nessa data?
Com certeza todas as escolas, hoje, estão comemorando esse dia. Tentando focar nesse dia. Nem sempre chamando a atenção, especificamente, para essa temática. Que também não é tão importante de uma forma isolada. Mas chamando a atenção no dia a dia porque tudo tem uma influência. Eu falei da questão das águas residuais, que é o tema principal, mas falamos do lixo, da drenagem e da importância da recomposição das matas ciliares, que são essenciais para a qualidade da água do rio. Ao longo do Rio Ijuí temos muitos trechos que são praticamente lavouras dentro do rio. Então é preciso chamar a atenção para o fato de que tudo está integrado. Essa ação isolada relacionada ao Saneamento Básico está vinculada com as questões mais amplas do meio ambiente.


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